FALAR EM PÚBLICO - APRESENTAÇÕES PROFISSIONAIS

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Alguns dos tópicos abaixo já estão disponíveis. Espero também incluir outros e em breve.

 

RELAÇÃO ENTRE O ENEAGRAMA E APRESENTAÇÕES - Um pouco de como cheguei a ela!

SEM MEDO DE FALAR EM PÚBLICO - Entrevista com Míriam Pinheiro do Estado de Minas

DICAS SOBRE APRESENTAÇÕES E PALESTRAS - Algumas dicas!

ERROS NORMALMENTE COMETIDOS! - Alguns difíceis de evitar!

 

 

 

RELAÇÃO ENTRE O ENEAGRAMA E A HABILIDADE EM APRESENTAÇÕES

O ENEAGRAMA relacionado com a habilidade de fazer apresentações? Sim! Após uma pequena introdução pessoal creio que podemos concluir juntos!

Quando comecei a lecionar, em 1969, achava que minhas sensações de insegurança, ansiedade e medo, quando começava uma turma nova, eram devido à preocupação em não conhecer os assuntos, Matemática e Física, tão profundamente como gostaria. Ao longo de 6 anos, as sensações foram diminuindo e, assim, minhas conclusões se consolidando.

Depois, trabalhando em consultoria, tinha que dar apresentações para equipes e para clientes. Como já tinha experiência com aulas, conseguia me sair bem. O que despertou minha curiosidade entretanto, foi o fato de que eu continuava a sentir ansiedade e tensão antes de qualquer palestra e, principalmente no início. Mesmo dando a mesma apresentação várias vezes, sentia quase a mesma coisa. Foi quando, no início da década de 1980, comecei a estudar o assunto!

Minhas pesquisas me levaram, como seria inevitável, para análise dos meus medos, da vontade em querer ser aceito e admirado, das críticas recebidas na infância e por aí adiante. Para a busca de autoconhecimento.

Nesse processo, às vezes dou três passos para frente e dois para trás. Quando não os três! Esse processo, entretanto, inclui uma boa dose de auto-aceitação e nos ajuda a observar mais imparcialmente as outras pessoas. Nessa fase, encontrei uma "ferramenta" que me impressionou muito pela sua profunda simplicidade. O ENEAGRAMA! Gostei tanto que resolvi incluí-lo, em 1996, como tópico da disciplina de Comunicação Interpessoal em alguns MBA's da FGV.

O Eneagrama facilita o processo de autoconhecimento, auxilia na percepção das motivações das outras pessoas, enfim, ajuda muito nossa compreensão da natureza humana. Estudando o Eneagrama fica muito mais "fácil", entender os conflitos, nossas reações, as motivações não conscientes das pessoas e, principalmente, as nossas.

Apesar de não perceber a vida como uma guerra, sei que muitas vezes, tanto nas competições profissionais como nas pessoais, existe, no mínimo um esforço de luta. Assim sendo, gostaria de terminar este texto citando um livro antigo e atualmente muito comentado em diversas áreas de negócios: "A arte da guerra". Uma das principais afirmações feitas pelo autor é de que, se você conhece você mesmo, suas fraquezas e forças, e se conhece também seu inimigo, suas fraquezas e forças, mais de metade da batalha já está ganha.

Trazendo para nosso assunto, se você entrar em um auditório para dar uma palestra, conhecendo e aceitando você mesmo, seus pontos fracos e fortes e, além disso, conhecendo a diversidade das motivações inconscientes da platéia, o resultado será gratificante para todos! Será muito mais uma aventura desafiante do que uma batalha.

As motivações conscientes da platéia são aparentemente óbvias, conhecendo as inconscientes entretanto, você pode inclusive, perceber as reações, "sentir" as diferentes motivações que geram as perguntas, enfim, sentir-se à vontade, transmitindo confiança e tranquilidade. O Eneagrama pode ajudar muito em tudo isso e, paralelamente, na comunicação de uma maneira geral. É claro que está mais para remédio homeopático do que para "injeção de autoconhecimento", é um trabalho pessoal e intransferível! Porém, perceber a diferença nas perguntas de um E5 e de um E3 e, principalmente, nossas reações automáticas a elas é extremamente produtivo e gratificante!

 

RESUMO DOS TÓPICOS DA ENTREVISTA EXCLUSIVA COM MÍRIAM PINHEIRO PUBLICADA EM 06/05/2001 NO CADERNO FEMININO DO "ESTADO DE MINAS":

Sem medo de falar em público

Professor da FGV e especialista em Comunicação Interpessoal                                          
dá dicas para vencer bloqueio

Quem nunca sentiu um friozinho na barriga ao falar em público, sobretudo quando essa experiência envolve uma platéia ávida de conhecimentos e que pagou para ouvir você. Quando o emprego ou a promoção tão esperada depende, diretamente, de um desempenho satisfatório na comunicação interpessoal e, na hora "H", o profissional não sabe o que fazer com as mãos, com o microfone ou tem um "branco" total.

De acordo com especialistas, pelo menos uma vez na vida, por timidez ou insegurança, muitos já sentiram medo e alguns até desistiram de enfrentar tal desafio.

"Esse bloqueio pode trazer sérias conseqüências para a carreira dos profissionais. Atualmente, falar bem em público é condição sine qua non para quem pretende ocupar cargos de liderança dentro das organizações", afirma Frederico Port, Master of Science pela Universidade do Colorado (EUA). Ele tem 30 anos de experiência profissional, principalmente como executivo de empresas multinacionais.

Hoje, Frederico Port é professor convidado da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da BKR-Dia, ministrando cursos de Comunicação Interpessoal para turmas de pós-graduação em Gestão Empresarial em várias cidades, inclusive Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Ele já treinou cerca de 3,5 mil alunos, a maioria executivos, com o auxílio de várias técnicas, incluindo a realização de palestras em que o expositor é levado a analisar e corrigir os possíveis erros de postura, dicção, entre outros.

De acordo com pesquisa realizada pela Universidade da California (EUA), o impacto da comunicação ocorre, basicamente, através de três canais: por meio de mensagens não verbais (face e corpo), 55%; da voz, 38%; e por palavras, 7%. "A soma desses recursos, se utilizados de forma adequada, garante, em grande parte, o sucesso do contato com o público", lembra Frederico Port.

SEM "ESTRELISMO"

O primeiro passo para aqueles que apresentam dificuldades em lidar com o público, segundo o professor Port, é saber dialogar consigo mesmo, conhecer as razões de um possível bloqueio e buscar superar valores há muito cristalizados na personalidade. Um exemplo, é a crença de que somos tímidos, um rótulo muitas vezes aceito pela pessoa e que pode perseguí-la durante toda uma vida.

"Outra tática é aprender a ouvir os três canais com atenção e compreender a mensagem, criando o hábito de fazer isso constantemente", ensina Port. Para o professor, a melhor forma de iniciar a superaração das dificuldades de falar em público é simulando uma situação durante treinamento em sala de aula.

"Os colegas se tornam mais compreensivos uns com os outros, criando um ambiente de solidariedade. Uns disfarçam melhor os seus temores, outros nem tanto, o que ajuda a tornar a turma mais homogênea, sem estrelismos", constata.

Durante o treinamento, o professor leva em consideração os principais fatores que influenciam na comunicação, tais como entusiasmo, segurança, autoconfiança, clareza, objetividade, conhecimento do assunto e empolgação.

Sugestões:

É sempre bom levar em conta alguns fatores emocionais na hora de enfrentar o público: o medo do palco, por exemplo, afinal a reação da platéia é imprevisível. O melhor é visitar o local com antecedência, preparar uma abertura e ensaiar bem.

Olhe para a platéia, sorria e evite começar a exposição enquanto as pessoas ainda estão entrando no auditório ou na sala. Prepare-se para a palestra e estabeleça objetivos. A voz é fator importante na comunicação: fale com entusiasmo; acredite naquilo que está falando; demonstre autoconfiança.

Gesticule naturalmente, utilizando esse recurso como apoio para as palavras. Evite leituras ou falar de costas e simplifique. Utilize recursos audiovisuais, mas procure evitar abusos, e opte pelo fundo branco. Não use sapatos e roupas novas, prefira os já usados, pelo menos uma vez, com os quais você se sinta mais confortável.

 

DICAS SOBRE APRESENTAÇÕES E PALESTRAS

Além das dicas já comentadas no resumo do artigo acima, com relação à utilização de auxílios visuais, algumas outras são:

Use pelo menos tamanho de letra (font) 20. Além de ficar visível, você colocará menos informações ou resumirá em frases curtas. Pode usar tamanhos diferentes ( > 20! ).

Quando puder usar gráficos ou figuras, use. O bom senso também! A tecnologia pode facilmente aguçar nossa gulodice de efeitos especiais. Não fuja, é você a peça mais interessante.

Com relação a cores, utilize sempre cores puras e "fortes". Evite letras amarelas, a não ser em fundo azul. Por falar nisso, roxo com verde e, vermelho com azul, quase nunca combinam. Teste no local, se não puder, opte por fundo branco, simplifique!

Com relação à leitura do que aparece no visual, existem várias opiniões diferentes, porém, não tente competir com o visual, caso resolva não lê-lo, pelo menos dê tempo para que as pessoas o leiam, antes de começar a explicar.

Com relação à técnica, mais usada com transparências, de cobrir e mostrar aos poucos, sugiro mostrar tudo, pedir licença e cobrir em seguida.

Uma grande dica para uso do Power Point, que aprendi com o B. Piropo, do Globo: Quando estiver projetando a apresentação em tela cheia, clicando F1 aparece uma lista de comandos que podem ser usados para escurecer a tela, ir para um slide específico, etc. Eles funcionam também no assistente para viagem. Dê uma olhada antes!

 

 

 

ERROS COMETIDOS COM FREQÜÊNCIA

São vários os "erros" cometidos em apresentações. Alguns precisam de muito treinamento para evitar! Entre os que considero mais "graves" estão:

1- Visuais muito "cheios". Na verdade não podemos nem chamar de visuais, são verdadeiras "colas" para o apresentador.

2- Já na hora marcada para começar, com algumas pessoas já na sala, o apresentador fica esperando mais gente. E as pessoas que já chegaram? Não são tão importantes?

3- Qualquer coisa que denote falta de consideração com as pessoas presentes. Existem várias! Porém, precisam ser demonstradas para serem realmente entendidas.

4- Cometer erros "padrões" em Português. Em um artigo recente na revista Exame, orientado para analisar a palavra "problema", Max Gehringer, contou que conseguiram corrigir os "seje" nas palestras de um colega mas, mesmo assim, o final da apresentação foi algo do tipo: "seja isto, seja aquilo ou seja ... tudo bem, o importante é que todos estejem tranqüilos!". É necessário muita perseverança para corrigir esses vícios. Algumas considerações, entretanto, podem ajudar:

4.1- Quando estamos nervosos ou tensos, nosso cérebro pode nos "disponibilizar" palavras ou frases que, na infância, foram as primeiras aprendidas. Assim sabemos ser errado dizer "a resposta está meia certa". Ela pode até estar "meio certa". Acontece que, provavelmente, na infância ouvimos várias vezes meia certa e, em situações de tensão, essa aprendizagem que eu chamo de primitiva "vem à tona" e falamos sem perceber. Outro erro "padrão" que escuto é "menas palavras" ou algum outro substantivo feminino.

4.2- Existem também, esporadicamente, junções de palavras criando neologismos interessantes e até engraçados. Uma vez, um aluno disse na palestra que uma situação era "assustosa". Ele não notou que havia dito isso. Provavelmente pensou "assustadora" mas pensou também "assombrosa"; o hemisfério direito influenciou o esquerdo e saiu "assustosa"!

Entretanto, dependendo do impacto não verbal da palestra, esses deslizes, desde que poucos, podem até passar despercebidos. É importante tomar consciência deles e corrigir logo após sua ocorrência! Lembrando da piada; " não é ingnorânça, é ingnorância!", acho que ignorar pode ser bem menos perigoso que julgar!

 

Obs.:Conforme for atualizando o site, vou incluindo outros! As soluções nem sempre poderão ser incluídas! Não dá para substituir a demonstração presencial em linguagem não verbal!

 

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